quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Existe vida pré vestibular??

Desde que resolvi prestar federal, os cursinhos e os estudos tomaram todo o meu tempo... além da falta de tempo para postar, existe também a total falta de criatividade, já que agora meus únicos pensamento são: seno, cosseno, cinética química, pilhas, oxido-redução, pronomes relativos, orações subordinadas, matriz, números complexos, naturalismo, realismo, parnasianismo, ondas, Leis de Newton, era Vargas, idade média, 2º guerra mundial, África, Oriente Médio, briófitas, pteridófitas, genética, sistema digestório etc, etc, etc...
Enfim, nada que me renda uma postagem, pelo menos eu não me acho em condição de escrever nada decente...
Bem gente, é isso, só queria explicar o motivo da minha total ausência e provavelmente dois amigos meus vão escrever algumas postagens, no meu lugar, até o meio de janeiro. Enquanto isso, torçam por mim ;)



Pronominais

Dê-me um cigarro
Diz a gramática do professor
e do mulato sabido
Mas o bom branco e bom negro
Da nação brasileira
Dizem todos os dias:
Deixa disso camarada
Me dá logo um cigarro.

(Oswald de Andrade)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dia de merda

"Um dia de monja, um dia de puta, um dia de Joplin, um dia de Teresa de Calcutá, um dia de merda." (Caio F.)

Ontem, definitivamente, foi meu dia de merda!

Família não te remete a idéia de que deveriam ser as pessoas que mais gostam de você? Então por que comigo acontece ao contrário, por que são as que mais me fazem sofrer? Me humilham, me desencorajam, só sabem me criticar e me deixar para baixo... Resumindo, só 'fodem' comigo!

Agradeço por ter meu cigarro, que me alcama e me faz ter paz, meus orgulhinhos e minha 'best', que me seguram em dias como esse, que me dão força, me dão colo e me fazem rir...



Aproveitando que estou falando de amigos, quero agradecer ao blog Coração alado (http://aladoblog.blogspot.com/) que me indicou um selinho:

Tenho que dizer algumas características minhas e indicar parar três pessoas. Então pedi para minha 'best' me dizer essas características. Ninguém melhor que ela para falar sobre mim.
Antes de escrever o que ela disse, quero acrescentar três características:
  • Ansiosa;
  • Sonhadora;
  • Ciumenta.
Essas três sou demasiadamente!

Agora, segundo minha 'best':
  • uma fofa oculta;
  • super engraçada quando lhe convém;
  • persistente com toques de preguiça;
  • romântica;
  • portadora de um sorriso único;
  • tem a voz sexy;
  • você acha que é senhor e senhora da verdade em vários momentos, e fala aquela frase irritante: "mas é claro que é...", que deixa qualquer um LOUCO DE RAIVA;
  • é verdadeira demais de vez em quando.. a ponto de dizer que moças que eu odeio são bonitas.. e você vai dizer agora: "mas são uai"!
É isso ai, um pouquinho da minha personalidade confusa.
Tenho que indicar o selinho para três meninas, já que nele está escrito: "eu amo ser blogueira!"
As minhas escolhidas foram:

-Jéssica (http://a-antropofagica.blogspot.com/)
- (http://quimeraonirica.blogspot.com/)
-Taty (http://omeueueponto.blogspot.com/)


Beeijos para todos!



"Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar....esquece, posso ligar para ver o nascer do sol no Ibirapuera às cinco da manhã.
" (Caio F.)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sua forma única de sorrir para ela


Ele era um cara especial. Aquele cara tímido, sorriso simpático, inteligentíssimo, educado. Ela foi pega desprevenida, não esperava que ele pudesse mexer tanto com ela. Sempre foi acostumada a gostar do errado, do que não presta, do estrago. Ele não era esse tipo de cara, era especial e isso a amedrontava. Ela sentia saudades quando não o via, e sentia ciúmes também, chegava a ser cômico.
Ela sabia que não o merecia, pois o faria sofrer. Não por não gostar dele, mas por não estar preparada, nesse momento, para um cara assim em sua vida. Estava naquele momento em que não valia nada, queria aproveitar. Foi então que ele apareceu, o oposto dos caras com quem já se envolveu, porém tinha algo nele que a deixava completamente apaixonada. Não que fosse difícil ela se apaixonar, sempre se apaixonou fácil e se desapaixonava logo em seguida, o problema era ela se apaixonar por um cara como ele.
Era o tipo errado de cara certo, ou até mesmo o cara certo no momento errado. E tudo isso a impedia de ir adiante. Ele merecia ser muito feliz, e ela não o faria feliz. E por gostar tanto dele preferia abrir mão para quem o pudesse fazer feliz de verdade. Entretanto, quando se lembrava do seu sorriso, era egoísta o suficiente para não deixá-lo partir.


"De vez em quando erguia os olhos e sorria para mim. Achei estranho porque nunca ninguém sorriu para mim — nunca ninguém sorriu para mim daquele jeito, quero dizer." (Caio F.)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sonhar e acreditar


"Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante." (Carlos Drummond de Andrade)

Sou uma pessoa cheia de sonhos e nostalgia... Mas além de toda a saudade do que já foi vivido, carrego comigo uma imensa saudade do que não vivi. É algo complexo, difícil de explicar. Crio em minha mente fantasias futuras com pessoas, que às vezes, se quer conheço, ou que apenas troco algumas palavras. Acho que idealizo demais, transformo as pessoas no que eu queria que elas fossem e na amizade que eu queria que tivéssemos, talvez por ser muita frustrada em relação a maioria das minhas amizades. Sem contar as paixões platônicas, que foram tantas, são tantas e ainda serão muitas. Tenho sempre aquela sede de coisas novas.

Entretanto sou muita indecisa, confusa. Minhas idealizações mudam, depois voltam a ser as mesmas em pouco tempo. Muitas da coisas que desejo acontecem e quando acontecem já não tem a mesma graça que tinham quando eram sonhadas. Talvez porque os sonhos aconteciam da forma como eu queria, a realidade já não funciona bem assim.

Acredito que tudo isso aconteça comigo porque tenho prazer em sentir o gosto da conquista, pensar que queria e consegui, lutei por aquilo. No momento luto por vários sonhos. Espero que até ano que vem eu esteja aqui escrevendo pra vocês que os alcancei e que dessa vez a realidade foi o mais próximo possível do que eu idealizava e que essa realidade dure - não para sempre, porque ele sempre acaba - por muitos e muitos anos. Tudo é uma questão de querer e lutar!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Fruto proibido


"Tem certas coisas que a gente não consegue controlar
Comer um fruto que é proibido,
você não acha irresistível?
Nesse fruto está escondido o paraíso, o paraíso"
(Rita Lee)


Após mais um carreira de cocaína, Capitu olha para cima e pensa: "é assim que eu quero ser, quero ser livre, sem pudores, falante, feliz...!" Era difícil para ela descrever aquele momento único. A coca a fazia a sentir bem e no momento já controlava sua vida. De uma vez por mês, havia passado para uma vez por semana, depois para duas, três, até que começou a cheirar todos os dias. Era o que a guiava: bares, álcool, cigarro e coca, muita coca, carreira atrás de carreira.


Aquele pozinho branco tinha um efeito pra ela de pó mágico, a transformava em outra pessoa, aquela que Capitu almejava ser, mas sem ele não conseguia. Todo centavo que arrumava era para o pó. Acreditava que tinha muitos amigos. Mal sabia ela que 'amizade' de bar, não é amizade e não demora muito para as máscaras caírem. Para sua vida cair. O buraco é fundo, por isso ela não percebe que está afundando, lentamente e logo não terá mais volta. Mas Capitu só pensa que se sente bem, que ela não é uma viciada, que aquilo é algo perfeitamente normal, um refugio para seus problemas, só não sabe que a maioria dos seus problemas começaram por causa da cocaína.


Já no primeiro gole de cerveja seu nariz coça, e ela fica louca: "eu preciso!". É a droga mostrando seu poder, seu controle sobre mais uma vítima, não uma vítima indefesa, mas uma vítima que não quer se defender. Durante as ondas ela chega a chorar algumas vezes, não de arrependimento, mas peso na consciência, pensa na família, "eles não merecem isso, mas estou feliz, eles precisam entender..." No dia seguinte, ou depois de dias, afinal ela chegava a ficar quase 3 dias sem dormir, a ressaca era milhões de vezes pior que a da cerveja sozinha, mal conseguia se mexer, por vezes o nariz sangrava, doía muito, mas não havia arrependimento nenhum em seus olhos.

Um dia, quando já tinha perdido praticamente tudo o tinha, ela passou a entender que a droga não a fazia bem e decidiu ser forte, decidiu lutar. Mas não foi uma batalha fácil. Capitu perdeu algumas vezes, mas hoje sorri, é uma vencedora e nada mais importa!

domingo, 11 de outubro de 2009

Falta de tema


A falta de tema. Sim, escreverei sobre a falta do que escrever. Meu blog estava um pouco abandonado devido a falta de tempo, então hoje, véspera de feriado, pensei, vou escrever! Mas fiquei horas pensando sobre o que escrever e nada me passou pela cabeça. Nesse momento percebi que eu só tenho alguma inspiração quando estou 'deprê', ou triste, ou carente, ou com algum vazio interior, seja ele qual for, mas como minha vida, no momento, está bastante positiva, não tenho o que escrever.

Estou tentando entender por que me falta essa inspiração, já que quando estamos felizes deveríamos expressar a todos essa felicidade. Foi então que, lendo vários outros blogs, percebi que a maioria dos textos são depressivos. Talvez seja por que é uma forma de desabafarmos sem precisar falar, apenas deixar que as palavras saiam no teclado e ao final delas nos sentirmos melhores. Aquele espaço só seu, onde sua fuga do resto do mundo te deixa livre pra ser você mesmo. Tão raro isso. Tão único. Tão especial!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Evolução ou revolução?

"Temos nosso lado otimista, positivo, sonhador e temos o nosso lado pessimista, negativo, incrédulo. Cabe a você e a mais ninguém decidir qual dos dois terá o comando de sua vida." (Eduardo Tevah)

Ainda com os olhos lacrimejando, após assistir a palestra de Eduardo Tevah, os Diferenciais das Pessoas de Sucesso - por favor, se puderem e quiserem, assistam - comecei a refletir um pouco sobre a minha vida ou a falta dela.
Por muito tempo acreditei no viver a vida sem se importar com as consequências, eram noites afora, as vezes manhãs, ou até mesmo dias. Estudei a vida inteira nas melhores escolas, tive sempre tudo do bom e do melhor e talvez por isso, nunca precisei lutar por nada. Estagnada.
Fui uma adolescente rebelde, não estudava, não me importava com nada, queria só sair, beber, rir, etc, etc, etc... e ser feliz, que era como eu sempre descrevia toda minha inconsequência. Era bem adepta da ideologia: 'sexo, drogas e rock in Roll'! Não, ao contrário do que parece, eu não me arrependo, é bem o inverso disso, dos meus 15 aos 21 anos sempre fiz tudo o que eu quis e garanto, nesses seis anos vivi mais que muita gente viveu em cinquenta anos. Além do mais, tudo isso me deu experiência para ser a pessoa melhor que sou hoje e a que serei no futuro - espero que cada vez melhor -, me fez amadurecer e enxergar a vida por seus vários ângulos. Porém, se hoje eu pudesse voltar atrás sabendo que não preciso passar por tudo o que passei para ter adquirido a experiência que adquiri, eu voltaria, não faria tudo de novo, não faria porque hoje eu sei. Não quero dizer que virei santa, que parei de beber, de sair e curtir a vida, mas que parei com os excessos desnecessários, que me atrapalhavam e que muitas vezes me fizeram regredir.

"(...)a velha rotina já não lhe parecia suficiente. Aos poucos, deu-se conta de que aquela boa vida havia perdido a graça. Não sentia mais satisfação em ficar no bar com os amigos conversando as mesmas coisas de sempre, as baladas tinham se tornado repetitivas e nem mesmo ficar paquerando garotos diferentes o tempo todo parecia tão fascinante." (Roberto Shinyashiki)

Beirando meus 22 anos e levando a sério, finalmente, o que meus pais sempre perguntam: "Paula, o que você vai fazer da vida?", posso dizer que estou e continuarei correndo atrás do meu sonho. Como Tevah diz em sua palestra, quero ser uma pessoa diamante e dar o melhor de mim, o mundo está cheio de pessoas comuns.

Após trancar o curso superior de Direito no 7º período - Oh! Você exclamou, eu sei, já ouvi todo o blábláblá que você gostaria de me dizer também, várias e várias vezes -, estou batalhando atrás do curso que sempre desejei - Psicologia -, mas pela minha imaturidade, não tinha certeza disso antigamente. Pela primeira vez na vida estou tendo gosto de estudar, pois quero passar na federal, estou me dedicando a algo de verdade.
Toda essa revolução (ou evolução) já tinha acontecido comigo, mas hoje, após ver o DVD tive vontade de escrever sobre isso. Além do que o acrescentei outras coisas em minha mente, Eduardo diz que somos feitos para sermos críticos, que ninguém mais sabe elogiar ou sabe o peso que um elogio tem, que uma palavra de carinho tem. Realmente, eu mesma sou uma pessoa extremamente grossa, simpatia passa longe do meu ponto forte e ser carinhosa com as pessoas é algo quase impossível para mim. Como exemplo tenho meus relacionamentos 'amorosos'. A maioria deles acabam da mesma forma e eu sempre me pergunto: Por que nada dá certo? Por que comigo é sempre assim? Qual meu defeito? Meus amigos têm sempre uma resposta em comum: "Paula, você já viu como tratava o cara?". Claro que muitos deles eram uns babacas, mas com outros eu fui uma babaca. E com amigos também, ou até mesmo conhecidos e desconhecidos. Cabe a mim mudar isso.
Sei que perdi alguns anos da minha vida, mas me serviu de experiência e acredito que resolvi mudar a tempo, subir na escada da vida, dar o melhor de mim e ser o melhor para as pessoas e ajudar o próximo sempre possível.

"A vitória virá, com certeza. Mas virá antes para aqueles que decidirem agir e souberem persistir na empreitada." (Roberto Shinyashiki)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Coincidências, sinais e paixões

"Mas sei bem o que quero aqui: quero o inconcluso." (Clarice Lispector)

Coincidência? Não poderia ser, foi tudo muito perfeito, uma plena sincronia de atitudes. Acreditava em sinais, mas será que eram bons ou ruins? Se era um sinal, haveria de ser bom, sinal negativo? Não era muito coerente. Por isso, ela preferia acreditar que eram positivos, apesar de nem tudo ter sido tão bom.
Ainda ontem desejava a ele e muito! Hoje já era um outro. As coisas com ela aconteciam assim, se encantava e, simplesmente, se desencantava, como em um passe de mágica.
Se apaixonando, sempre! No fundo desejava aquele que a fizesse ficar sem ar, não somente empolgada. Estava cansada de suas paixões, já havia tido paixões suficientes e aproveitado cada uma delas.
Voltava a pensar em sua coincidência, foi um sinal bom - desejava! Ele a deixava tremula, talvez conseguisse a deixar sem ar, talvez...

"A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito, mas o que torturosamente ainda se faz." (Clarice Lispector)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Passado, presente, futuro...

"Estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorgarnização profunda." (Clarice Lispector)

Quando ele a abraçava, se sentia sufocada. Quando ele não a tocava, se sentia rejeitada. Complicada, até mesmo pra ela se entender. Mas também queria desistir de ficar pensando, ele não valia a pena. Não, pelo menos ela queria colocar na sua mente que não. Bonitinho, mas ordinário.
Sem conseguir dormir, pensando nele, pensando em si mesma, lia antigos diários, cadernos de recordações. Nostalgia, nessas horas batia forte. Quantos amigos ela não tinha noticias a meses, quantos mudaram, quantos ela ainda via e mal se falavam oi, nem parecia que um dia foram tão próximos. Aquilo doía, ela acreditava que tinha sido muito feliz, mas não tinha certeza disso.
Ela sofria, porque não queria viver do passado, porém não conseguia deixar de sentir muita nostalgia. E ao mesmo tempo ficava sonhando acordada com o futuro. E o presente? Ela não pensava muito sobre ele, "deixava rolar".
Ela sabia que não podia mais ser assim. Tinha que parar de relembrar o passado e sonhar com o futuro, tinha que fazer o presente acontecer. Precisava correr atrás de seus sonhos, suas metas, seus ideais. Já tinha passado da hora, pensava. Mas não agia. Agora ia mudar, estava disposta a mudar, ia fazer com que a vida valesse a pena.

"Hoje é o primeiro dia
Do resto da sua vida
E da minha também."
(Rita Lee)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Voltar a viver



"Só meu corpo está aqui. Minha cabeça foi embora, já faz tempo." (Caio F.)







Estranhamente, era assim que se sentia. Não tinha vontades mais, aliás, até as tinha, tinha seus sonhos, mas eram só idealizações. Não conseguia ter forças para lutar, para ir atrás, para levantar da cama, se quer.
Não era a primeira vez que isso lhe acontecia, pode-se dizer que ela até já se acostumou. Mas então por que dessa vez se sentia estranha? Porque dessa vez ela não sofria, não se sentia triste, não sentia falta de nada, nem ninguém. Parecia que ela não tinha mais vida, isso, era isso que sentia, que não vivia mais. Não tinha vontade de sair, tomar porres inigualáveis e ter histórias imensuráveis para contar depois. Não sentia aquele gostar por aquele moço, nem por nenhum dos moços que já fizeram parte da sua vida. Pelo contrário, sentia que não queria nenhum deles e ela nunca havia se sentido assim, ela sempre idealizava algum. Dessa vez ela sentia que ela ainda não havia conhecido 'ele'.
Ela sentia uma enorme vontade de voltar a viver, por mais dores que ela tenha passado, por mais difícil que fosse tudo, mas sempre existiam inúmeras alegrias também. E tudo isso era melhor que não sentir nada!


"Quem passou pela vida em branca nuvem e em plácido repouso adormeceu. Quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu. Foi espectro de homem, não foi homem. Só passou pela vida, não viveu." (Francisco Otaviano)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Direção



"Praia repleta de rastros em mil direções; Penso que todos os passos perdidos são meus"
(Chico Buarque)



Quando ela ouviu sua voz, seu coração parou. Será que era amor, pensou! Não, ela sabia que não o era. Mas era bom. E como era. Lembrava do seu sorriso, suas mãos, seus cabelos, e suspirava!
Tinha dias que se sentia confusa. Não o queria mais, enquanto em outros, o desejava mais que tudo. Rezava e pedia, uma luz, uma direção, não aguentava mais viver dessa forma. Sem saber por onde seguir.
Hoje ela sentia saudades, e um aperto no peito. Mas não sabia explicar nada disso, nem se era por ele. Por vezes desejava que fosse, em outras tinha medo que fosse. 'Ó Deus!' - exclamava.
Ela sorriu, nesse momento uma paz de espírito a infestou. Coisas boas em sua direção? Quem sabe... Ela ainda sorria.



"Um marinheiro me contou; Que a brisa lhe soprou; Que vem aí bom tempo"
(Chico Buarque)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cores

Ela olha pela janela. Gotas de chuva caem lá fora. Dia cinza. Cinza como sua vida. Um suspiro! Ela pensa nas cores, não nas cores que já a pertenceram um dia, mas nas cores que ela deseja que lhe pertençam. Sonhar não era proibido. Pelo contrário, ela acreditava que se sonhasse, talvez, aconteceria. Ela mentia. No fundo ela sabia que nada acontecia da forma como ela sonhava. Mas gostava de sonhar, porque, por alguns instantes, acreditava que o sonho era a realidade.
A chuva para. O dia parecia querer mostrar suas cores. Mas ainda assim continuava cinza. Não que ela não gostasse do cinza, o cinza a agradava, mas faltava um roxo, um verde, ou até um vermelho, o cinza sozinho era triste. Uma lágrima escorreu, não sabia distinguir se era felicidade ou tristeza, ao pensar que o cinza um dia se vai.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009



"Há tanta dor nesse jogo de procurar um parceiro, de testar, tentar. E a gente se dá conta subitamente de ter esquecido que era só um jogo, e vai embora chorando."
(Sylvia Plath)






Feliz
. Por mais incrível que pareça, esse era o estado de espírito dela hoje. O que mudou? Absolutamente nada. Ela ainda continuava entrando e saindo nos seus jogos de procurar um parceiro (a tal cata de prazeres), mas dessa vez ela se sentia diferente. Dessa vez ela sentia uma alegria súbita, ao contrário de todas as outras vezes. E por mais que as coisas continuem da mesma forma, ela se sente bem. Talvez seja o futuro. O futuro diz a ela que dessa vez será diferente. E ela torce para que 'ele' esteja certo.